Mulher grávida celíaca na cozinha preparando comida sem glúten
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Doença celíaca na gravidez: Como cuidar da alimentação sem glúten?

Gravidez
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Doença celíaca na gravidez: Como cuidar da alimentação sem glúten?

Jul 6, 2026
3mins

Uma gravidez sem glúten pode ser saudável e equilibrada. Veja orientações práticas para quem tem doença celíaca.

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Revisado pela equipe científica da Nestlé.

A equipe científica da Nestlé é formada por nutricionistas especializados em nutrição materno-infantil, com sólida formação técnica e anos de experiência em prática clínica.

O que é a doença celíaca?

A doença celíaca é uma condição autoimune que afeta cerca de 1% da população mundial. No Brasil, ainda não existem dados nacionais conclusivos de prevalência, o que indica que muitos casos podem permanecer sem diagnóstico.

Quando alguém com doença celíaca consome glúten, proteína presente no trigo, cevada, centeio e aveia, o sistema imunológico reage contra o revestimento do intestino delgado. Esse dano prejudica a absorção de nutrientes, o que é especialmente preocupante na gravidez, quando as necessidades nutricionais aumentam para a mãe e o bebê.

Sintomas comuns da doença celíaca

  • Problemas digestivos (inchaço, diarreia, constipação)
  • Fadiga
  • Perda de peso sem explicação
  • Anemia por deficiência de ferro
  • Erupção cutânea (dermatite herpetiforme)

A doença celíaca pode se manifestar de diferentes formas, e os sintomas variam de pessoa para pessoa, nem sempre ligados ao intestino. Se você perceber sinais que chamem atenção, procure um profissional de saúde.

Como tratar a doença celíaca?

O único tratamento é seguir uma dieta isenta de glúten por toda a vida. Ao eliminar o glúten, o intestino pode se recuperar, reduzindo o risco de deficiências nutricionais e outras complicações.

Durante a gravidez, isso exige atenção extra, mas com planejamento é possível manter uma alimentação nutritiva e prazerosa.

Mulher grávida e celíaca na cozinha preparando uma salada, uma refeição sem glúten

O bebê precisa de glúten durante a gravidez?

Não. O glúten não é necessário para o desenvolvimento do bebê. Para quem tem doença celíaca, o consumo de glúten pode prejudicar a absorção de nutrientes e impactar o desenvolvimento fetal. Então manter a dieta sem glúten protege você e seu bebê.

Nutrientes importantes para uma gravidez saudável

Alguns nutrientes têm papel essencial durante a gestação:

  • Ácido fólico: reduz o risco de defeitos do tubo neural
  • Ferro: necessário para o aumento do volume sanguíneo e o desenvolvimento cerebral do bebê
  • Cálcio: fundamental para a formação óssea
  • Vitamina D: auxilia na absorção do cálcio
  • Vitamina B12: importante para a formação do sangue e o sistema nervoso
  • Fibras: contribuem para a digestão e podem ajudar a evitar a constipação.
  • Ômega3: contribui para o desenvolvimento do cérebro e da visão do bebê
  • Iodo: apoia a função da tireoide e o desenvolvimento cerebral fetal
  • Colina: essencial para o cérebro do bebê

Em geral, recomenda‑se que gestantes utilizem um suplemento, sempre com a orientação do profissional de saúde Para mulheres com doença celíaca, pode ser necessário algum ajuste ou suplementação adicional, sempre com acompanhamento médico ou nutricional.

Alimentos sem glúten para incluir na rotina

É possível manter uma alimentação variada e nutritiva sem glúten. Algumas boas opções para ter em casa:

  • Verduras de folhas verdes escuras (ricas em folato, ferro e cálcio)
  • Laticínios pasteurizados
  • Quinoa e trigo‑sarraceno
  • Leguminosas (grão‑de‑bico, lentilha, feijão)
  • Atum em lata, salmão e sardinha
  • Ovos

Com o apoio certo e um bom planejamento, é totalmente possível viver uma gravidez sem glúten de forma saudável e plena. Lembre‑se de conversar com seu médico ou nutricionista para garantir que suas necessidades nutricionais estejam sendo atendidas.

Perguntas frequentes sobre gravidez e doença celíaca

Dra. Gisela Ramalho Safady
Dra. Gisela Ramalho Safady
Médica Ginecologista
  • Graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Referências

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Health Direct (23 de julho de 2019). Coeliac disease and gluten intolerance. Health Direct Australia. https://www.healthdirect.gov.au/coeliac-disease

National Health Service UK (2019). Complications - Coeliac Disease. National Health Service UK. https://www.nhs.uk/conditions/coeliac-disease/complications/

Butler, M. M., Kenny, L. C., & McCarthy, F. P. (2011). Coeliac disease and pregnancy outcomes. Obstetric Medicine, 4(3), 95–98. https://doi.org/10.1258/om.2011.110007

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Waffle, V. (2026). Untreated Celiac Disease in Mothers Linked with Birth Defects. Celiac Disease Foundation. https://celiac.org/untreated-celiac-disease-in-mothers-linked-with-birth-defects/

Serin, Y., Manini, C., Amato, P., & Verma, A. K. (2024). The Impact of a Gluten-Free Diet on Pregnant Women with Celiac Disease: Do We Need a Guideline to Manage Their Health? Gastrointestinal Disorders, 6(3), 675–691. https://doi.org/10.3390/gidisord6030045

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